Todo mundo precisa saber o que uma antropóloga faz.
Eu busco compreender o outro, enquanto compreendo a mim mesma.
Sinto e observo, presente com quem está diante de mim, os aspectos socioculturais que vão formando cada ser na relação com outros.
Pelo que uma pessoa vive? Quais os seus lamentos e como eles se relacionam com os lamentos do mundo? Quais as suas alegrias e noção de felicidade?
Quais as suas necessidades para realização e como elas tensionam e convergem com as necessidades de outros seres? Quais os diálogos possíveis?
Na escuta sobre como cada pessoa se relaciona consigo e com quem está ao seu redor, me deixo tocar, sem invadir ou desconsiderar as experiências de vida em campo, nem a minha própria.
Respiro, sinto, busco, pondero, medito, questiono, escrevo, dialogo.
Convido para a meditação, para a expressão, para a elaboração contínua de nossa humanidade.
Me movo pela percepção do que se valoriza e do que se tem a oferecer.
Em cada trabalho, em situação individual ou de grupo, investigo formas de estarmos no mundo com mais integridade, compaixão e presença.
Ser antropóloga, para mim, é cultivar conhecimentos e sentidos de vida em conjunto.
