Textos

Ciclo teórico vivencial “Onde nasce o meu rio?”

25/06/2026

Este ciclo é um exercício antropológico, meditativo e expressivo com a proposta de cultivar o amor pela vida e fomentar a criação de caminhos dignos de se percorrer individual e coletivamente.

Iremos nos debruçar nos elementos que constituem nossas identidades e relações consigo, com o outro e com o mundo, tendo o rio como metáfora de investigação. O ciclo faz parte do projeto “A compaixão é como um rio: como brota uma nascente?”, pesquisa que desenvolvo desde 2021 e inicia seus desdobramentos para o público em 2026.

“Onde nasce o meu rio?” é a pergunta simbólica que me levou à nascente do Capibaribe em 2024 (Poção, Pernambuco), com a motivação de relembrar e acessar a origem de toda vida disponível para nós, podendo nos relacionar com ela mais intimamente e, sobretudo, rever desejos, limites e caminhos.

Ao longo do ciclo, compartilho o que vem sendo essa experiência, abrindo espaço para o diálogo com outras vozes sobre os sentimentos e buscas que nos ligam às nossas fontes de vida – sejam elas quais forem.

Encontro 1 (22 de agosto): ‘Todo rio tem uma nascente’ – Ao olhar para onde nascem nossos desejos, medos, questionamentos, alegrias e, sobretudo, para nossa fonte incessante de vida, iremos investigar os elementos que constituem nossas identidades e vêm nos formando como sujeitos, assim como revisá-los de acordo com necessidades do presente.

Encontro 2 (19 de setembro): ‘Fios de água são fios de relações’ – Entraremos em contato com a multiplicidade da existência conjunta, observando as misérias e abundâncias em nossos cursos de vida e ações, sejam elas desafiadoras, valiosas, invisibilizadas, recíprocas, livres, incertas – feitas do (im)provável amor que nutrimos (ao dar, receber ou retribuir) e nos permite estar vivas e vivos. Aqui, iremos assistir ao filme Rio, produzido por Mônica Pedrosa Rangel e João Borges.

Encontro 3 (17 de outubro): ‘Ao nos encontrar, somos nascentes’ – A nascente nos lembra: ao acessar e proteger nossa fonte comum, percorrendo também os meandros e singularidades das histórias singulares, nos aproximamos dos nossos sentidos de realização. Em contato com o que pode nos trazer alegria, nos fazemos possíveis: somos nascentes de novo e de novo.

Datas e horários: Sábados 22/08, 19/09 e 17/10, das 9h às 12h (participação completa ou por encontro).
Local: Empresarial Santa Luzia (Estrada do Encanamento, 846).
Investimento: R$ 180,00 por encontro ou R$ 480,00 para o ciclo completo (possível dividir em 2x).
Infos e inscrições: 81 99459 2313 (Whastsapp).

Sobre Mônica Pedrosa Rangel: recifense, antropóloga (Cientista Social pela UFPE e Mestra em Antropologia Social pela London School of Economics and Political Science), escritora, artista, instrutora e praticante de meditação, autora do livro Antropologia da compaixão (Editora Tamuatá, 2025).